Quando um desencarnado quer prejudicar um encarnado, uma das primeiras coisas que ele faz é afastar de sua vítima, por meio de intrigas, quem pode ajudá-lo. Os Espíritos falaram a Allan Kardec que somos influenciados muito mais do que podemos imaginar. Porém, assimilamos apenas os pensamentos que estão de acordo com a nossa sintonia. É por isso que o médium assume uma responsabilidade profunda, pois a mediunidade é um compromisso moral.

O LIVRO DOS MÉDIUNS é um manual fundamental do Espiritismo que detalha a teoria e a prática das manifestações mediúnicas, explicando como se comunicar com o mundo invisível, os diferentes tipos de médiuns (psicografia, vidência etc.), como desenvolver a faculdade e evitar os perigos da prática. A obra, lançada em 15 de janeiro de 1861 — aniversariante do mês —, funciona como um guia prático para compreender a ciência que estuda a relação entre os dois mundos. Para melhor compreensão de seu conteúdo, porém, é importante ler antes O Livro dos Espíritos.

A mediunidade é um instrumento de serviço, consolo e esclarecimento e exige vigilância constante dos pensamentos, palavras e atitudes, pois o médium é, antes de tudo, um exemplo vivo da mensagem que transmite. Trabalhar com Jesus implica humildade para aprender sempre, disciplina para servir com fidelidade e amor para colocar o bem do próximo acima de interesses pessoais. Toda tarefa mediúnica deve refletir o Evangelho vivido na prática diária.